10 de outubro de 2015
5 de março de 2015
desafiadora
desafiadora
Mariana sempre fora assim
nunca tinha medo de nada
de "peito feito" enfrentava a mais temida rapariga da escola
era bela, cabelos de prata, olhos escuros, pele branco neve
não era igual às outras raparigas da rua
não queria ser diferente
era diferente!
quando passava na rua, despertava curiosidade
por vezes uma curiosidade quase mórbida
seguida de comentários (in)compreensíveis
mas Mariana sempre fora assim
desafiadora
não queria ser diferente
era diferente!
3 de março de 2015
o tempo
olha o tempo, olha o tempo
será que tens tempo ou não há tempo
tempo para trabalhar
tempo para dormir~
tempo para comer
tempo para amar
tempo para brincar
tempo para isto e aquilo
tempo que julgamos ter e não temos
ou tempo que temos e não sabemos usar
será tempo real ou imaginário
tempo que temos ou tempo que desejamos
tempo, tempo, tempo
olha o tempo, olha o tempo
fiquei sem tempo!
28 de janeiro de 2015
11 de maio de 2014
17 de fevereiro de 2014
aos domingos
todos os dias havia gente a passar
pessoas novas e mais velhas
nas compras do quotidiano
mas aos domingos era diferente
aos domingos, as ruas enchiam-se
de pessoas descontraídas
turistas e também locais
em sapatos confortáveis
roupas leves e coloridas
subiam e desciam a rua principal
azáfama de quem compra e quem vende
11 de fevereiro de 2014
Ó menina, ó menina
passava a passo lento
tempo de férias não é para correr
olhava em redor para não perder nada
um evento marítimo a não perder
me levara a Toulon
como a não perder
as cores nas telas nas ruas agitadas
gente a passar mas poucos a parar
como não?
arte é arte, arte é para se ver
mesmo na rua, ao sol, ao vento
arte é para apreciar mesmo em passo lento
lembrei-me das bancas de peixe
"ó menina, ó menina, não quer comprar?"
5 de fevereiro de 2014
3 de dezembro de 2013
a espera desesperada
esperou, esperou, esperou
dissera que viria pelas cinco
que não faltaria por nada
que despachara todos os documentos
prometera levar-lhe flores
as que sabia mais gostar
não, não as encarnadas
as brancas como a neve
esperou, esperou, esperou
pediu um chá quente
mas apenas bebicou
trouxeram um bombom
mas nem o abriu
esperou, esperou, esperou
passavam a seu lado e olhavam
ar intrigado nuns
desconfiados noutros
ninguém suspeitava
que seu coração palpitava
com o tempo que passava
que teimava em passar
esperou. esperou, esperou
e desesperou!
14 de novembro de 2013
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