Creative Commons License Olho, vejo, penso, fotografo e congelo o tempo para sempre / I look, I see, I think, I photograph and freeze time forever

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15 de dezembro de 2010

Parto

parto
para terras distantes
onde faz calor e muita humidade
onde o sol tem o seu encanto especial
onde o cheiro a terra é inesquecível
parto para terras distantes
mas não vou ter tempo
para ver o mar que me vai chamar sem descanso
mas não vou ter tempo
para absorver os cheiros da terra, das feiras, das gentes
parto para terras distantes
em trabalho
e esse trabalho que me vai absorver todo o tempo
não me vai deixar tempo
para conhecer melhor
essas terras distantes
parto

3 de novembro de 2010

Curvas, curvas e descanso




fui passear ao longo do rio
imaginei-me na crista da onda
a navegar livremente
imaginação não me falta
naveguei, naveguei na crista da onda
ainda bem que não enjoo
e depois de tanto navegar na crista da onda
parei, descansei
à sombra da onda
e ali fiquei a ver as curvas da onda
e a imaginar curvas e curvas
agora em descanso

24 de abril de 2010

Absorver

até ao último minuto, até ao último raio de Sol
absorver o que de mais belo nos rodeia e nos aquece a alma
absorver o vento na cara, o seu assobio, o frio e o calor
absorver todos os movimentos, os olhares, os sentimentos que fluem naturalmente
absorver
porque sou uma esponja, uma esponja selectiva
que absorve o que há de mais belo e genuíno e repele o que é feio e maldoso
porque a vida é curta e não há tempo a desperdiçar!

14 de março de 2010

Fim de semana


o Sol finalmente apareceu este fim de semana!
e claro, "os lagartinhos" saíram para a rua...
foram apanhar sol, de que tanto gostam

11 de março de 2010

Contrariedades


às vezes sou do contra. às vezes não sigo o caminho aberto
umas vezes porque quero, outras porque não tenho alternativa
mas em todas as ocasiões,  não deixo de ser eu própria
mas um eu diferente e quiçá mais forte

2 de março de 2010

Hipnotizada


Aquelas palavras hipnotizaram-me, nem sei explicar porquê...brancas, grandes, até ao infinito...
...caminhei, devagar, lendo baixinho, como se cada palavra fosse um mistério a desvendar...
...não importava quem passava, quem me olhava incrédula, quem falava alto ou ria...
...só importava a palavra que se unia a outra palavra e mais outra e outra...
...seguia hipnotizada mas certa que chegaria ao fim e compreenderia...que haveria um sentido...
...ou visão de coisa bela, uma descoberta ou mistério a desvendar...
...cheguei ao fim das palavras e parei, acordei daquela hipnose, olhei e vi, pouco mas vi...
...assim naquele dia, naquele momento...assim também, às vezes, na vida!